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O papel de Engels na colaboração em economia com Marx

Renildo Souza* Publicado em 01.10.2006

É contraproducente, na teoria e no método, promover uma nítida separação das obras de Marx e Engels

A interpretação da estrutura e do funcionamento da economia capitalista, segundo leis, tendências e regularidades, é parte integrante e relevante da elaboração e evolução do pensamento marxista. Os primeiros passos da elaboração econômica crítica foram trilhados por Friedrich Engels. Antes do seu primeiro encontro com Karl Marx, ele escreveu Esboço da Crítica da Economia Política em fins de 1843 e em janeiro de 1844, publicando-o nos Anais Franco-Alemães, em fevereiro de 1844. Engels, embora muito jovem, beneficiou-se, como autor, de sua experiência à frente dos negócios da família, em Manchester – centro da revolução industrial inglesa – e ao mesmo tempo, foi testemunha direta do movimento cartista dos operários ingleses. Ele deparou-se com o ambiente em que floresceu a Economia Política de Adam Smith e David Ricardo.

No Prefácio da Contribuição Para a Crítica da Economia Política, Marx (1999, p. 53), ao se referir a Engels, fala de “seu genial esboço de uma crítica das categorias econômicas”. Cabe registrar que o título do artigo de Engels foi emprestado por Marx para o subtítulo de sua principal obra, O Capital. O Esboço é citado algumas vezes por Marx no volume um de O Capital. Entretanto, há uma polêmica em torno do legado de Engels, inclusive na crítica da Economia Política. Para alguns, ele promoveu uma revisão da teoria de Marx, resvalando para o positivismo e o determinismo. Segundo J. D. Hunley (1991, p. 1), desde os anos 1960 aumenta o questionamento sobre a compatibilidade intelectual entre Marx e Engels. Ele acrescenta que hoje (isso em 1991) predomina a visão da existência de importantes diferenças entre os dois revolucionários alemães. Eduard Bernstein (nos anos 1890), Rudolfo Mondolfo (1912), George Lichtheim (1961), Norman Levine (1975), Terrel Carver (1883) etc seriam chamados de dicotomistas porque são autores que, em maior ou menor grau, refutaram a afinidade intelectual entre Marx e Engels.

Para Levine, há importantes discrepâncias entre a primeira seção do volume II de O Capital – pela edição de Engels – e os manuscritos guardados no Instituto Internacional para a História Social. Entre outras coisas, isso teria resultado, nesta parte, na substituição da compreensão hegeliana de totalidade do processo econômico, por Marx, pela ênfase empirista sobre a particularidade, na visão de Engels (HUNLEY, 1991, p. 8). Entretanto, Engels deparou-se com diversos materiais deixados por Marx onde constavam as duas possibilidades (visão de totalidade ou particularidade), revelando, neste ponto, uma ambigüidade original do próprio Marx, justifica Hunley. Jerrold Seigel reconhece as discrepâncias entre o manuscrito e o texto editado no volume III, mas, em contraste com Levine, aponta as modificações introduzidas por Engels como necessárias e justas. Nesse caso, Engels teria reordenado algumas seções dos capítulos 13 e 14, atribuindo um papel mais independente, mais importante, às forças contrárias da lei da tendência decrescente da taxa de lucro. Essa solução de Engels teria reduzido o suposto positivismo do texto, conforme a referida lei (loc. cit.).

Segundo Hunley (ibid, p. 17-18), os dois amigos estavam de acordo nas questões fundamentais, pois a grande prova da unidade foi o trabalho harmonioso dos dois durante aproximadamente 40 anos; as obras conjuntas de Marx e Engels (ver no último parágrafo, abaixo), além dos numerosos artigos para jornais, confirmam esse acordo fundamental; Engels é que sugeriu o título e as frases de abertura do livro O Dezoito Brumário de Luís Bonaparte; Engels deu indicações valiosas sobre o modo de produção asiático, as quais foram assumidas por Marx.

Diante da forte acusação de vulgar determinismo econômico imputada a Marx, e, sobretudo, a Engels, é indispensável mencionar a carta deste último a Bloch, em 21 de setembro de 1890:
“[...] Segundo a concepção materialista da história, o fator que, em última instância, determina a história é a produção e a reprodução da vida real. Nem eu nem Marx afirmamos, uma vez sequer, algo mais do que isso. Se alguém o modifica, afirmando que o fato econômico é o único fato determinante, converte aquela tese numa frase vazia, abstrata e absurda. A situação econômica é a base, mas os diferentes fatores da superestrutura que se levanta sobre ela – as formas políticas da luta de classes e seus resultados, as constituições que, uma vez vencida uma batalha, a classe triunfante redige, etc. as formas jurídicas, e inclusive os reflexos de todas essas lutas reais no cérebro dos que nelas participam, as teorias políticas, jurídicas, filosóficas, as idéias religiosas e o desenvolvimento ulterior que as leva a converter-se num sistema de dogmas – também exercem sua influência sobre o curso das lutas históricas e, em muitos casos, determinam sua forma, como fator predominante. Trata-se de um jogo recíproco de ações e reações entre todos esses fatores, no qual, através de toda uma infinita multidão de acasos (isto é, de coisas e acontecimentos cuja conexão interna é tão remota ou tão difícil de demonstrar que podemos considerá-la inexistente ou subestimá-la), acaba sempre por impor-se, como necessidade, o movimento econômico. Se não fosse assim, a aplicação da teoria a uma época histórica qualquer seria mais fácil que resolver uma simples equação do primeiro grau”. (ENGELS, s.d. (f), p. 284-285 – grifos no original).

Pela avaliação de Cyril Smith (1997, p. 123-142), Engels não entendeu a atitude de Marx em relação à Economia Política. Para esse crítico, Engels ao longo do tempo teria se distanciado de suas valiosas descobertas registradas no Esboço, abandonando a visão ética e humana, negligenciando o significado do monopólio da propriedade privada burguesa. Cyril Smith registra ter sido um importante achado do Esboço (1975a, p. 7) a verificação de que o velho sistema mercantil tinha “uma certa franqueza aberta, católica” e não se esmerava em torneios teóricos de Economia para encobrir todas as suas imoralidades de comércio. Mas mudaram a realidade e o discurso econômico. Os tempos eram outros. No Esboço, havia a identificação de que nas novas condições do mundo, agora mais humanizado, com maior importância para o valor e a moral, cabia a teoria econômica clássica com Adam Smith. No Esboço, a percepção pioneira dos vínculos entre economia e religião, nos marcos do protestantismo, fez Engels admirar A. Smith como o Lutero econômico, assinala C. Smith.

Assim, Adam Smith mostrou o caráter humano do comércio (ou seja, liberalismo econômico): sem guerras entre nações, sem privilégios econômicos deliberados pelo Estado, sem repressão da liberdade de decisão de cada agente econômico, sem vedação da vontade dos consumidores no ato da troca. Mas esse humanismo era muito parcial. Tudo isso, no fundo, teria sido uma “maneira de abusar da moral para fins imorais” (ibid, p. 7). Na realidade prevaleciam: propriedade privada como monopólio; livre concorrência para fraudar consumidores; civilização como exploração dos povos das colônias; vale-tudo da concorrência; e antagonismo entre interesses coletivos e individuais.

Para Cyril, Engels teria se afastado da crítica das categorias da Economia Política: valor de uso e valor de troca, valor e preço, trabalho, lucro e renda. Ele teria subestimado o duplo caráter do trabalho, as formas do valor e o fetichismo (CYRIL SMITH, 1997, p. 136). Engels, ao longo do tempo, teria se concentrado unilateralmente no conceito de mais-valia, teria se voltado à apreciação do valor, enfatizando meramente aspectos quantitativos. Enredou-se na questão da dialética materialista. Não valorizou a sua crítica à teoria populacional de Malthus, nos termos postos no Esboço. Não retomou a base humana universal empregada para criticar tanto o mercantilismo quanto a Economia Política (ibid, p. 126-128).

Na visão de C. Smith (ibid, p. 124-125), a crítica da economia política de Marx não se voltava para a descrição empírica, factual, do funcionamento em si do capitalismo nem para a proposição dos elementos econômicos do socialismo. A palavra capitalismo nem aparece em O Capital. A crítica marxiana voltava-se para as idéias e as interpretações dos clássicos acerca das relações sociais engendradas pelo capital e as suas decorrentes contradições. Segundo C. Smith (ibid, p. 124-126), a crítica para Marx tinha a prioridade de contestar, na teoria, nas categorias, o sistema mais avançado e coerente de pensamento econômico, ou seja, a Economia Política, como explicação da natureza da sociedade moderna. A desumanidade das relações burguesas era teorizada como algo benfazejo, natural e eterno.

Para Marx, o ponto de partida da crítica da Economia Política tinha de ser a sociedade humana, o humanismo social, na avaliação de C. Smith. (ibid, p. 125). Em vez de capitalismo, Marx falava de capital como uma relação social, encoberta pelo fetichismo da mercadoria. O valor, para Marx, ultrapassava a quantificação, e expressava as relações humanas como se fossem relações entre coisas (20 varas de linho = um casaco). Mas, é verdade que para Engels seria diferente? Vejamos o que diz este último: “A economia não trata de coisas, mas de relações entre pessoas e, em última instância, entre classes, embora estas relações estejam sempre ligadas a coisas e apareçam como coisas” (s.d.(e), p. 311, grifos no original).

Os fatos tornam difícil a aceitação da acusação de falsificação do pensamento de Marx por parte de Engels. Afinal, foram quase 40 anos de colaboração intelectual intensa entre os dois, com inúmeros textos escritos a quatros mãos. Ademais, é preciso ter em conta toda a atividade prática revolucionária, em afinidade política, que marcou a vida desses dois amigos. É significativo que, após a morte de Marx, a grande autoridade política do movimento socialista tenha sido Engels, estendendo, mesmo após sua morte, sua influência por muitos anos nas fileiras da II Internacional Social-democrata. Há muitas razões para terem chamado Marx e Engels como Dioscuros, heróis e irmãos gêmeos da mitologia grega. Para Paul Lafargue e Wilhelm Liebknecht, Engels era o alter ego de Marx. Segundo a filha de Marx, Eleanor, referindo-se à vida e ao trabalho dos dois, era impossível separá-los – observa Hunley (1991, p. 1).

É contraproducente, na teoria e no método, promover uma nítida separação das obras de Marx e Engels (1). No que diz respeito à Economia, na divisão de tarefas entre os dois companheiros, Marx ocupou-se do aprofundamento e da sistematização da elaboração econômica. Mas Engels foi precursor de algumas idéias relevantes, levantou aspectos embrionários, que estimularam o estudo da Economia por Marx. Além disso, é inevitável reconhecer que Engels assumiu a responsabilidade da edição dos dois últimos volumes de O Capital, inclusive com o trabalho técnico de redação e, no caso do terceiro volume, com o esforço de tornar inteligíveis alguns trechos do material a partir da forma deixada por Marx. Nesse esforço, além de notas explicativas, Engels escreveu o capítulo do efeito da rotação sobre a taxa de lucro. Ademais, é incontestável o esforço de Engels para divulgar O Capital, rompendo a chamada Conspiração do Silêncio, através de resenhas e resumos publicados em diversos órgãos de imprensa.

É natural a possibilidade de algumas diferenças de compreensão e de enfoque entre ambos. No entanto, indiscutivelmente, Engels sempre deixou claro o papel principal de Marx no âmbito da colaboração e da elaboração teórica de ambos. Isso é especialmente registrado nos estudos econômicos. A despeito disso, antes da principal obra econômica, O Capital, Engels foi solicitado ao longo do tempo por Marx, confiantemente, para realizar determinadas investigações, além das correspondências e debates entre ambos, sobre os fatos e a literatura em Economia. Neste sentido, podem ser considerados, por exemplo (1986, p. 411-413): as críticas de Engels relativas às concepções que subestimavam o progresso da agricultura; a recepção de Engels das idéias de Marx contrárias à chamada escola quantitativa da moeda (massa monetária em circulação determinando os preços, comércio exterior e crises) (2); as informações de Engels para Marx sobre as parcelas do consumo dos capitalistas nas receitas de suas empresas; o relatório de Engels, a pedido de Marx, sobre a crise do algodão em 1965.

São feitas acusações, no mínimo exageradas ou totalmente falsas. Assim, por exemplo, não tem cabimento dizer que Engels tenha influenciado negativamente Marx, fazendo-o supostamente simplificar, em busca de popularização, a exposição de partes do capítulo um do volume um de O Capital. Na verdade, atendendo a um pedido de Marx, em carta de 3 de junho de 1867, Engels, sem prejuízo da discussão lógica e conceitual, sugeriu para aperfeiçoar a clareza do texto o recurso de ilustrações históricas do processo de formação do dinheiro, além das propostas de subdivisões na organização da redação.

Deixemos o próprio Engels explicar-se sobre metodologia, em seu prefácio da Contribuição..., em 1859 (3). Para ele (s.d.(e), p. 310, grifo no original), seria possível o emprego dos modos histórico e lógico na crítica da Economia Política. Sobre o método histórico – observando estritamente a seqüência de fatos –, Engels considera: “Esta forma apresenta, aparentemente, a vantagem de maior clareza, posto que nela se acompanha o desenvolvimento real das coisas, mas, na prática, a única coisa que se conseguiria, no melhor dos casos, seria popularizá-la. (...) Portanto, o único método indicado era o lógico. Mas este não é, na realidade, senão o método histórico, despojado apenas da sua forma histórica e das contingências perturbadoras”.

Mesmo nas suas obras que não têm a economia como tema principal, Marx e Engels sempre fazem referências esparsas a problemas econômicos. Por exemplo, em A Ideologia Alemã há bastante presença de elementos econômicos (A base real da ideologia: 1. Trocas e força produtiva; 2. Relações do Estado e do direito com a propriedade; 3. Instrumentos de produção e formas de propriedade naturais e civilizadas. Comunismo: produção do próprio modo de trocas). Então, como, nas obras conjuntas dos dois autores, seria possível localizar e separar a contribuição econômica de Marx e a de Engels e ainda colocar essas contribuições em oposição, uma em relação à outra? Isso não faz nenhum sentido. Obviamente, prevalece o critério da unicidade da abordagem da obra, apesar de escrita por duas pessoas. A Sagrada Família (1845), A Ideologia Alemã (1845-1846), O Manifesto do Partido Comunista (1848), Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas (1850) são exemplos de obras escritas por Marx e Engels. Este último tem seus próprios escritos econômicos, a exemplo de: Esboço da Crítica da Economia Política (1844), Prefácio à Contribuição para a Crítica da Economia Política (1859), (Sobre) O Capital, de Marx (1868), Sete artigos sobre o Tomo Primeiro de O Capital (1868), A Segunda Seção (exceto o capítulo X) e partes da Terceira Seção do AntiDhüring (1878), Prefácio ao Segundo Tomo de O Capital (1885), A Lei do Valor e a Taxa de Lucro (complemento do tomo terceiro de O Capital, 1895), A Bolsa (adendo ao tomo terceiro de O Capital, 1895), Sobre a Concentração de Capital nos Estados Unidos (1882), Protecionismo e Livrecambismo (1888), Resumo do Tomo I de O Capital (s.d).

Renildo Souza é professor do CEFET-BA e membro do Comitê Central do PCdoB.

Notas:

(1) Engels, em 1844, publicou o Esboço e escreveu a Situação (...). Referindo-se às suas concepções nesse período, Engels, em 1892, reconheceu, sobre a obra Situação (...), que “o livro naquilo que tem de bom, como no que tem de mau, traz ainda a marca da juventude do autor” (p. 427), “tinha então vinte e quatro anos, hoje tenho três vezes essa idade e, ao reler este trabalho, parece-me que não tenho de envergonhar-me dele” (p. 427), e “quase não vale a pena fazer notar que o ponto de vista teórico geral deste livro – no plano filosófico, econômico e político – não coincide exatamente com a minha posição atual. Em 1844, não existia ainda esse socialismo internacional moderno, que, sobretudo, e quase exclusivamente os trabalhos de Marx deveriam, entretanto, fazer dele uma verdadeira ciência. O meu livro representa uma das fases do seu desenvolvimento embrionário” (p. 433). (Engels, F. Prefácio à edição inglesa, em 1892. A situação da classe trabalhadora em Inglaterra. s.d.).
(2) O monetarismo de Milton Friedman, a partir de fins dos anos 1970, tem sua origem nessas idéias já refutadas há quase 150 anos por Marx. A dinâmica da economia e o movimento dos preços tornam a circulação monetária e o sistema de crédito como fenômenos derivados, embora um erro grosseiro do Banco Central na política monetária possa criar problemas econômicos.
(3) Prefácio em 1859, ou seja, 15 anos depois do seu Esboço, o que nega a acusação de que Engels, com o corre do tempo, teria perdido sua compreensão da crítica da Economia Política e se distanciado do pensamento de Marx neste terreno.

Referências:

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(s.d.(a)). A situação da classe trabalhadora em Inglaterra. Presença: Lisboa.
(s.d.(b)). Prefácio: “Aos trabalhadores ingleses”. In: A situação da classe trabalhadora em Inglaterra. Presença: Lisboa.
(s.d.(c)). Introdução. In: A situação da classe trabalhadora em Inglaterra. Presença: Lisboa.
(s.d.(d)). Prefácio à edição inglesa em 1892. In: A situação da classe trabalhadora em Inglaterra. Presença: Lisboa.
(s.d.(e)). “A contribuição para a crítica da economia política, de Karl Marx”. In: MARX, Karl e Obras Escolhidas, vol. 1. São Paulo : Alfa-ômega.
(s.d.(f)). Carta de Engels a Bloch, em 21 de setembro de 1890. In: MARX, Karl e Obras escolhidas, vol. 3. São Paulo : Alfa-ômega.
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(1990). AntiDhüring. Rio de Janeiro: Paz e Terra. GORENDER, Jacob. (1982). Introdução. In: MARX, Karl. Para a crítica da economia política. Salário, preço e lucro. O rendimento e suas fontes. São Paulo: Abril Cultural.
HUNLEY, J. D. (1991). “The intellectual compatibility of Marx and Engels”. In Social Theory & Practice, Tallahassee, v. 17, issue 1, spring.
INSTITUTO DE MARXISMO-LENINISMO. PCUS (1986). Biografia de Friedrich Engels. Lisboa: Avante.
MARX, Karl. (1997). Elementos fundamentales para la crítica de la economia política (Grundisse) 1857-1858. 13ª ed., México: Siglo Veintiuno. Vol. 2.
(1988a). Posfácio da segunda edição. In: O capital: Crítica da Economia Política. São Paulo: Abril Cultural. Livro primeiro, vol. I, tomo I.
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(1988c). O Capital: crítica da Economia Política. 3ª ed., Livro terceiro, volume IV, tomo 1. São Paulo: Nova Cultural.
(1999). Prefácio. In: Contribuição para a crítica da economia Política. São Paulo: Nova Cultural.
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