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Balada de Chang Gan

Li Bai Publicado em 29.06.2017

A franja mal cobria minha fronte

ficava em frente à porta a colher flores

vinhas montado a cavalo em bambu

brincamos junto à cama verdes frutas

Morávamos vizinhos em Chang Gan

os dois pequenos sem receios cândidos

Quatorze anos e tornei-me a noiva

timidamente as faces em rudor

os olhos baixos perscrutando os muros

a mil chamados dei respostas mudas

Aos quinze os votos proclamei por fim

quis misturar-nos como o pó e a cinza

guardar-me à espera em face da intempérie

restar de  pé na torre em sentinela

  

Livro: Antologia da poesia clássica chinesa

Dinastia Tang

Autor: Li Bai

Tradução, organização, notas e introdução: Ricardo Primo Portugal e Tan Xiao

Editora: Unesp