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Amazônia, a manifestação da beleza

Lucia Ana Publicado em 13.01.2009

O encontro dos rios Negro e Solimões. A primeira imagem: dois rios, que fazem da diferença das suas cores a unidade de sua grandeza.Volume d'água que carrega no seu leito a tonalidade da transformação. É uma  impressão que fica marcada para toda a vida...

      A Amazônia mexeu muito comigo. É como se despertasse de um longo sono...cores que encheram meus olhos de cor. A fotografia dos rios, suas curvas e contornos, a sinuosidade de seus desenhos provocaram em mim inspiração e criatividade. Era como se a vida tivesse sendo reinaugurada em cada momento.

      A viagem foi uma aula de cidadania. De repente me vi de frente com um novo país. A diversidade e a diferença harmoniosa. Tudo era extrordiariamente  grandioso. Floresta, rios, povo, desafios... A nossa viagem, organizada pela Assessoria Parlamentar da Aeronáutica na Câmara dos Deputados tinha como objetivo apresentar o COMARA, Comissão de Aeroportos da Região Amazônica e o fez no seu melhor estilo. É preciso ter humildade e se curvar diante da difícil tarefa confiada aos homens das nossas Forças na defesa  da integração  e da soberania do nosso país. Ali percebi que o trabalho da Força Aérea Brasileira é um exemplo. A responsabilidade, a capacidade, a experiência e sobretudo  a dedicação. Em cada gesto, cada palavra um sentimento de nacionalidade. Enquanto ouvia as informações sentia orgulho de viver numa nação. Os discursos nos acordavam para fazer valer um exercício de soberania. A mensagem vinha escrita com tintas de amor à Pátria.Trabalho realizado com a altivez do espírito de brasilidade. Coragem e bravura para nos envaidecer.

      O tempo se apresentava nobre e as aparências estavam despidas. Entre tantas cores, o verde e o azul, ocuparam espaços, logo cobertos pelo vermelho que jorrava silenciosamente. No meio da descoberta de uma nova região até então completamente desconhecida pra mim, começava a ouvir pulsar um coração adormecido. Cheiros que afastam a solidão. Imagens fortes, imediatamente, aconchegadas e...no meio da imensidão pude sentir o sopro delicioso que vem do paraíso.Em muitos momentos as palavras dormiram, os meus olhos assumiram o comando onde o brilho substituia a fala.

      A sensação da volta é de quem colheu uma fruta madura. Não importa quando sóis foram necessários para que ela tivesse cor, para que acumulasse a doçura, para que tivesse suco...e a possibilidade de provar o seu sabor,  a certeza de suas delicadezas secretas, a sensibilidade extrema de seus movimentos e a elegância de seus atos apontam para a fertilidades da nossa floresta. Uma transição coberta de encantamento.

      E agora a Amazônia enigmática, ficou perto, intocada no que tem de mais misteriosa. E longe, obscura no sentimento revelado. Impossível não sucumbir aos apelos do coração.

      Voltei apaixonada.