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A homenagem do Senado a Rachel de Queiroz

Publicado em 18.11.2010

José Sarney, Inácio Arruda e Marco Maciel foram alguns dos senadores que expressaram admiração pela escritora

Parlamentares lembram a trajetória da escritora cearense e elogiam a contribuição literária deixada por ela

O Plenário do Senado Federal homenageou, ontem, a escritora cearense Rachel de Queiroz, nascida há 100 anos. O primeiro a discursar foi o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), autor do requerimento que solicitou a homenagem.

O presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e os senadores Marco Maciel (DEM-PE), Marisa Serrano (PSDB-MS), Roberto Cavalcanti (PRB-PB) e Eduardo Suplicy (PT-SP) também discursaram elogiando a herança literária e humana deixada pela jornalista e escritora falecida em 2003 aos 92 anos.

"Saúdo Rachel de Queiroz, deusa mãe no panteão intelectual brasileiro. Salve minha conterrânea, mulher cearense, brasileira, cuja luz alcança até os confins da terra", afirmou Inácio Arruda.

O senador também lembrou que Rachel foi militante do Partido Comunista. Em 1937, com a decretação do Estado Novo de Getúlio Vargas, os livros dela foram proibidos e, num fato marcante, várias de suas obras acabaram queimadas em praça pública em Salvador (BA), junto a livros de Jorge Amado, José Lins do Rego e Graciliano Ramos, todos classificados de subversivos. A escritora foi detida e passou três meses presa.

Sarney salientou que Rachel de Queiroz, primeira mulher a se tornar imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), foi um exemplo de resistência feminina, forte como o retrato de suas personagens, mas sem ser violenta como elas.

Já Marco Maciel elogiou obras menos conhecidas da autora, como "O Caminho das pedras" (1973) e "O Galo de Ouro" (1986) e livros de crônicas reunidas, como "A Donzela e a Moura Torta; "Um alpendre, uma rede, um açude e Falso mar, falso mundo".

Por sua vez, o senador Eduardo Suplicy homenageou a escritora lendo uma de suas crônicas, "Menino Pequeno", que narra a sina de uma criança nordestina desfavorecida.

A senadora Marisa Serrano afirmou que a escritora cearense escrevia com "vigor, solidez e energia".

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A informação é do Diário do Nordeste