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Convocados pelas centrais, trabalhadores promovem atos por todo o país nesta quinta

Redação Publicado em 11.07.2013

Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (10) - véspera do Dia Nacional de Luta - no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo, representantes das centrais sindicais falaram sobre os preparativos das paralisações e manifestações programadas para esta quinta-feira (11).

Entevista coletiva das Centrais Sindicais Foto: Felipe Bianchi/Barão de Itararé

Os dirigentes conclamaram os trabalhadores para participarem das atividades, que ocorrerão em todo o país. Em São Paulo, o principal ato ocorrerá no vão do Masp, na Avenida Paulista, com concentração ao meio dia, onde os manifestantes marcharão até a praça da República, no Centro.

As principais reivindicações são pelo fim do fator previdenciário, pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salários, pela aceleração da reforma agrária e pela aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação e de 10% do Orçamento da União para a saúde. Organizações sindicais e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) organizam o ato.

Metalúrgicos e trabalhadores da construção civil, bem como operários de obras do Programa de Aceleração do Crescimento, devem aderir totalmente ao movimento. Outras categorias devem parar parcialmente, como bancários e funcionários da área de telefonia.

A mesa contou com a presença do vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nivaldo Santana; do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas; do diretor executivo da Força Sindical, Claudio Prado; do presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Ubiraci Dantas; e do presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto. O debate foi mediado pela jornalista Rita Casaro, represente do Centro de Estudos Barão de Itararé.

Um dos principais assuntos debatidos no encontro, que foi transmitido ao vivo pela TVT, foi sobre a democratização dos meios de comunicação e de como “furar” o oligopólio midiático. Os dirigentes criticaram a atuação do ministro da comunicação, Paulo Bernardo, que, para Ubiraci Dantas presta um “desserviço” para a população. Vagner Freitas avaliou que foi um equivoco do governo não ter enfrentado o monopólio midiático.

Outro aspecto abordado na coletiva foi sobre as centrais se unirem em uma pauta única para as mobilizações deste 11 de julho, data em que as primeiras mobilizações começaram.

O vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana destacou a importância da cobertura da mídia alternativa e alertou que a jornada não vai servir como “massa de manobra” da grande mídia para as forças conservadoras usarem a seu favor. O presidente da CUT, Vagner Freitas anunciou que ocorrerão atividades nas fábricas na região do ABC, na grande São Paulo e afirmou que “a manifestação é pela pauta da classe trabalhadora e isso só se faz com luta”.

Ao serem questionados sobre a demora das centrais e dos movimentos sociais progressistas para aderirem às manifestações, o diretor executivo da Força Sindical esclareceu que as reivindicações do dia de luta são antigas e as manifestações nunca pararam e completou, “temos a certeza de que o país será outro a partir de amanhã”, por sua vez, Ubiraci Dantas lembrou que desde o governo Lula houve a valorização do salário mínimo, uma conquista dos trabalhadores.

Os sindicalistas disseram que a expectativa é de que o governo escute as demandas dos trabalhadores e vislumbraram que esta paralisação poderá ser um dos maiores eventos da história do movimento sindical brasileiro.

Pela democratização da mídia

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), convocou os manifestantes para participarem de uma ato na sede da Rede Globo em São Paulo, a partir das 17 horas. Segundo eles, serão disponibilizados ônibus para levarem os interessados, que partirão da Praça da República, no Centro.

Agendão

Convocados pelas centrais sindicais (CTB, CUT, UGT, CSB, NCST, CGTB, CSP-Conlutas e FS) , trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias de todos os estados brasileiros estão mobilizados para participar nesta quinta-feira (11) do Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilizações.

O movimento inclui uma série de paralisações e manifestações por todo o Brasil, com o propósito de pressionar o governo e o empresariado a aprovar a pauta de reivindicações da classe trabalhadora.

Em São Paulo a mobilização central acontece na Avenida Paulista, a partir das 12h, no Vão Livre do Masp e de lá os trabalhadores e trabalhadoras decidem se saem em passeata pelas ruas da cidade.

No Rio de Janeiro as centrais sindicais e o Movimento dos Sem Terra (MST) convocam para um ato unificado na Candelária, centro do Rio, a partir das 15 horas. Estudantes do Fórum de Lutas contra o Aumento da Passagem também aprovaram a adesão ao movimento. Eles deverão seguir até a Cinelândia pela Avenida Rio Branco. Também está programado para o fim da tarde um protesto em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual, com concentração marcada para as 17h no Largo do Machado, na zona sul do Rio.

Na Paraíba as centrais sindicais, movimento estudantil e popular, definiram um calendário de atividades que inclui uma grande mobilização em João Pessoa, Campina Grande e Patos. Em João Pessoa, serão realizadas atividades na Universidade Federal da Paraíba, com palestra sobre o reflexo das mobilizações na conjuntura política, econômica e educacional do Brasil, precisamente no dia 10, às 10h, no Auditório da Reitoria e no dia 11 pela manhã será realizado um ato em frente ao Hospital Universitário.  Os trabalhadores da Cagepa, que estão em greve, engrossarão as manifestações em todo o Estado, e sairão em caminhada até a Integração, onde o governador pretende privatizar e terminará com um ato público na Praça João Pessoa.

Em Campina Grande (PB) foi realizada uma plenária na última segunda-feira (08) com os movimentos sociais no Auditório do Sindicato dos Bancários e foi dado prosseguimento a panfletagem e no dia 11 pela manhã haverá concentração na Maciel Pinheiro saindo em caminhada até a Praça da Bandeira onde será realizado um ato público. Em Patos, sertão do Estado, às 15h, será realizada uma assembleia com os servidores públicos municipais e em seguida uma caminhada com realização de ato público em frente à Prefeitura.

No Piauí a atividade acontece a partir das 14h, na Praça da Liberdade, com a promoção de uma oficina de cartazes e ponto de apoio na barraca da CTB. 

No Paraná as mobilizações começam desde a madrugada em uma série de localidades de Curitiba, Região Metropolitana e interior do estado. Na capital, haverá ainda ato público na Praça Rui Barbosa a partir das 16h00, reunindo populares, trabalhadores e militantes de todas as centrais sindicais. Manifestações também estão programadas para as cidades de Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Pato Branco, Ponta Grossa, Francisco Beltrão e Paranaguá.

No Maranhão, a concentração será na Praça Deodoro, Centro de São Luís, a partir das 15h, com caminhada pelas ruas centrais da cidade. Além da pauta nacional, os manifestantes irão cobrar pautas locais como abastecimento de água e saneamento ambiental para toda população maranhense, concurso público em todas as esferas, combate à corrupção e à impunidade no Maranhão, reforma urbana já, pelo cumprimento da Lei do Piso nas redes municipais e estadual de educação, pela auditoria da dívida pública, fim do foro privilegiado, por 10% do PIB para a educação e  saúde, pela mudança da política econômica do governo para favorecer os trabalhadores e a juventude, contra os despejos forçados de moradores sem teto no Maranhão e contra os conflitos de terra patrocinados pelo latifúndio e o agronegócio.

No Mato Grosso do Sul, a mobilização acontece em Campo Grande. A concentração, de mais de 15 mil trabalhadores, será na Praça do Rádio às 9 horas. Com carros de som, bandeiras, faixas e cartazes, eles descem pela Avenida Afonso Pena em direção ao centro da cidade, com o propósito de somar forças com os demais movimentos, em todos os Estados. A passeata descerá pela Avenida Afonso Pena, em direção à Rua 14 de Julho e seguem por essa via até a Rua Barão do Rio Branco, retornando à Praça do Rádio onde continuam as manifestações com carro de som e palavras de ordem. Ricardo Martinez Froes, presidente da CTB-MS, reforçou a importância do movimento sindical e social nessa demonstração de força da classe trabalhadora sul-mato-grossense. “Exigimos mudanças urgentes e imediatas, que possam atender aos anseios de uma Nação cansada de corrupção e impunidade”, afirmou.

Em Mato Grosso, em Cuiabá, os manifestantes se concentram a partir das 16h, na Praça 08 de Abril (Praça do Chopão) seguindo em caminhada a Praça Alencastro, onde será realizado um ato politico ecultural.

No Amazonas, serão realizados diversos atos na cidade, como na Bola da Suframa no Distrito Industrial, em frente a Assembleia Legislativa do Amazonas na parte da manhã. E no período da tarde mobilização no cruzamento Sete de Setembro com a Eduardo Ribeiro, no Centro, onde serão esperados mais de 10 mil trabalhadores de diversas categorias.

Na mobilização no Rio Grande do Sul já está confirmada a participação dos rodoviários, metroviários, comerciários, metalúrgicos, professores, bancários, funcionários públicos, vigilantes, zeladores, trabalhadores da construção civil, aposentados e estudantes. As atividades se iniciarão na madrugada do dia 11. Haverá concentração em três principais pontos de Porto Alegre: Rótula do Papa, Rótula Postão IAPI e Estátua do Laçador, que seguirão em caminhada, se encontrando no Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre, onde está previsto um grande ato por volta das 16h.

Em Caxias do Sul as atividades iniciam na madrugada, com concentração posterior às 8h30min na Praça Dante Alighieri. A partir disso, os organizadores irão definir as atividades para o restante do dia. A estimativa é de reunir pelo menos 5 mil pessoas. Haverá bloqueio de vias e atividades em frente a fábricas. O comando da mobilização não informa o local das atividades.

Em Santa Catarina ficou definido que haverá mobilizações em cinco regiões do Estado de Santa Catarina (Florianópolis, Chapecó, Criciúma, Itajaí e Lages). Em Florianópolis, o ato deve acontecer em frente ao TRT e de lá a mobilização segue para o maior terminal da capital, o Ticem, no Centro da cidade. Mobilizando mais de 20 mil pessoas.  Em Chapecó a atividade começa nas cidades da região, posteriormente cada cidade fará a concentração nos trevos de acesso a cidade. Às 16h os manifestantes irão para o “símbolo econômico” da cidade, a empresa BRF e irão em caminhada até a praça Coronel Bertazzo no centro. Estimativa de público de 10 mil pessoas. Em  Criciúma o movimento deve começar no trevo de acesso a Criciúma e em carreata os manifestantes seguem até Laguna, na BR 101, onde devem fechar a cabeceira da ponte. Já em  Itajaí terá início com a concentração às 13h, na BR 101, km 116. Posteriormente segue em caminhada pela SC 470 até a BR 101, no viaduto que liga a cidade de Itajaí a Blumenau. A previsão de particpação é de 10 mil pessoas.

Em Pernambuco mais de 60 mil pessoas são esperadas pelas centrais sindicais nos dois atos programados no Estado. O primeiro será pela manhã, no Complexo Portuário de Suape. À tarde, a partir das 14h, os trabalhadores se reúnem na Praça do Derby, área Central do Recife, de onde saem em caminhada até a Assembleia Legislativa (Alepe), na Boa Vista, para entregar uma pauta com reivindicações nacionais e locais.

Em Natal, o Dia Nacional de Lutas vai se unificar as centrais, movimentos sociais e estudantis para promover ato público pelas ruas da cidade. A concentração está marcada para às 9h, no cruzamento das Avenidas Salgado filho com Bernardo Viera, na Zona Leste, nas proximidades do shopping Midway Mall. Servidores municipais, bancários, petroleiros e rodoviários são algumas das categorias que deverão cruzar os braços para participar do ato nas ruas. Dois outros atos estão na agenda do dia antes da passeata pelas ruas. O primeiro deles às 7h em frente a sede da Petrobras no Estado, para protestar contar o leilão do petróleo e às 9h em frente ao Hospital Walfredo Gurgel, o maior do RN, pela valorização da saúde pública.

Na Bahia a manifestação sairá do Campo Grande, às 11h, rumo à Praça Municipal. O diretor executivo da CTB, Adilson Araújo, lembra que o movimento do dia 11 foi decidido há tempos. "Embora possamos estar em sintonia com as mobilizações de rua, vamos mostrar que nós temos bandeiras e não nos envergonhamos de levá-las para as ruas", declarou. Ele esclareceu que há anos estão engavetados no governo federal os pleitos que as centrais levarão para as ruas como reforma agrária, a redução da jornada de trabalho e destinação de 10% do PIB para a saúde e educação.

Em Salvador estão confirmadas as manifestações e paralisações no centro da cidade e nos grandes shoppings a partir das 8hs.

Em Fortaleza a manifestação acontece a partir das 9h, com concentração na Praça do Ferreira. Os manifestantes sairão em caminhada até a sede do Banco Central. São esperadas cinco mil pessoas no ato político.      

No Distrito Federal, a CTB participa em parceria com o Sindvacs (Sindicato dos Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde e Agentes Comunitários de Saúde ) e as demais centrais de uma caminhada que sairá da Biblioteca Nacional, a partir das 15h, em direção ao Congresso Nacional.      

Em Minas Gerais as manifestações estão mobilizando os sindicatos filiados às centrais de todas as categorias, nas principais cidades-pólo do Estado. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a grande manifestação será na Praça Sete, na Capital, a partir das 8h. “É fundamental que os trabalhadores e trabalhadoras participem em massa dos atos públicos. Nosso objetivo é levantar as bandeiras de lutas da classe trabalhadora e incorporar as reivindicações que vêm das ruas”, disse Marcelino Rocha, presidente da CTB-MG.

Com informações do Vermelho e da CTB.