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Derrota fortalece Bom Senso, que critica as eleições da CBF

BomSensoFC Publicado em 14.07.2014

O desastre da seleção brasileira na Copa revelou que a pauta do movimento Bom Senso Futebol Clube é urgente. O movimento agora exige transparência nas eleições da CBF para evitar que tudo permaneça como está. Leia a nota:

Por que a tragédia da Copa não afetará a CBF

As artimanhas dos cartolas para impedir a mudança

Dois meses antes do início da Copa do Mundo, Marco Polo Del Nero foi eleito o novo presidente da CBF. As eleições que ocorrem de 4 em 4 anos — inicialmente previstas para outubro deste ano — foram antecipadas, estrategicamente, para o mês de abril a fim de blindar a CBF contra qualquer mudança em caso de um eventual fracasso da Seleção Brasileira no Mundial.

Não bastasse a absurda antecipação, a disputa pela presidência da entidade é a prova incontestável de que os conceitos de eleições e democracia não pertencem necessariamente a mesma família.

O concorrido pleito foi vencido — pasmem! — pelo único homem que o disputou. E a pergunta é: por que apenas um candidato? Será que o cargo mais importante desse esporte no país, cuja entidade detém o monopólio sobre a exploração do nosso maior patrimônio cultural e arrecada R$350 milhões por ano, é algo tão indesejável assim?

Tudo se explica pelo estatuto social da CBF. É ele que determina a representação de apenas 47 homens: os presidentes das 27 federações estaduais e os presidentes dos 20 clubes da série A. São eles que decidem o futuro do futebol no país. Aliado a isso, políticos do futebol se escoram em outra proteção estatutária para jogar um jogo só deles. É a chamada cláusula de barreira, ou seja, para concorrer ao cargo de presidente da entidade, é necessário contar com o apoio de pelo menos 8 Federações e 5 clubes da Série A. Assim sendo, o futebol brasileiro — apesar do desfecho melancólico na Copa de 2014 — deve continuar nas mãos dos mesmos senhores que o trouxeram até aqui.

“Como a natureza sabe, sem diversidade não existe evolução.” — Isaias Raw

A falta de visão que desorienta o nosso futebol é resultado direto deste processo político arcaico, em que treinadores, jogadores, árbitros e executivos não têm quaisquer instrumentos para incidir nas decisões relevantes do futebol no país.

Se o futebol brasileiro quiser evoluir, a CBF precisa garantir uma representação equilibrada de todos os segmentos do esporte. É urgente que a assembleia geral da CBF seja composta não apenas por um corpo político-burocrático, mas principalmente pelo setor técnico do futebol.

Nada mudará se não democratizarmos o estatuto da CBF.

E você, torcedor brasileiro, que tem perguntado como ajudar, como participar da construção do nosso próprio legado da Copa, vá ao estádio nesta quarta-feira — quando recomeça o Brasileirão — e leve um cartaz ou uma faixa, pedindo:
Democracia na CBF, já!

Com o seu apoio viraremos esse jogo!
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Não deixe de assinar a nossa petição no site: www.bomsensofc.org
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