Especiais - PRINCÍPIOS 159: Uma nova Princípios para um novo tempo

Flávia Calé: Princípios para um Brasil de escritores e leitores

Cezar Xavier Publicado em 14.09.2020

A presidente da ANPG conta que o Brasil forma anualmente 60 mil mestres e 22 mil doutores no Brasil, o que significa um aumento expressivo de produtores e leitores de conteúdo acadêmico e científico, como o produzido pela revista Princípios.

A edição 159 da revista Princípios chega às mãos dos leitores com uma nova proposta editorial. Com quase quatro décadas de existência, a revista renova seu formato, perfil e conselho editorial para se inserir no debate nacional qualificada para os desafios da nova ordem política e econômica.

Foi com este tom que a nova edição foi lançada neste início de setembro (3), com apresentação dos envolvidos na empreitada, sob a mediação da socióloga Ana Prestes, também editora-executiva da revista. 

A historiadora Flávia Calé, presidente da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), ressaltou a importância da Princípios se renovar para uma realidade em que a autonomia sobre a produção do conhecimento científico se torna imperativa, uma questão de soberania.

Ela relatou que a pós-graduação se expande pelo território nacional, ampliando o escopo de temas nacionais, na medida em que a região Sudeste dominou por muito tempo a produção científica.

“Passamos a formar anualmente 60 mil mestres e 22 mil doutores no Brasil, o que significa um aumento expressivo de produtores e leitores de conteúdo acadêmico e científico”. Ela ressalta a importância da revista Princípios se abrir para o diálogo com todo esse público da universidade ávido por leitura e vontade de publicar.

“Eu quero destacar uma característica da Princípios que é necessária para o avanço do conhecimento de fronteira que é a interdisciplinaridade. Vivemos sob o signo da compartimentalização do conhecimento que leva a uma visão fragmentada dos grandes problemas teóricos e práticos da sociedade”, afirmou Flávia, apontando a carência de revistas que trazem no seu núcleo essa interdisciplinaridade, um potencial a mais para o sucesso da revista, pela amplitude de público que pode agregar.

No momento em que o conhecimento e a ciência são atacados, ela considera fundamental o diálogo com a sociedade para o impacto do papel da ciência para o desenvolvimento da nação. Para ela, o pensamento progressista, transformador e marxista tem um espaço importante no debate da universidade com capacidade de dar resposta aos desafios contemporâneos.

 

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Assista ao lançamento da revista abaixo: