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Nereide Saviavi: a formação comunista no âmbito do Foro de São Paulo

Osvaldo Bertolino Publicado em 31.07.2013

Terminou nesta quarta-feira (31) a II Escola de Formação Política do Foro de São Paulo, em sua XIX edição, que se realizou no hotel Braston, na capital paulista. O evento começou na segunda-feira e reuniu as escolas e fundações dos partidos filiados ao Foro de São Paulo. O tema principal foi a integração latino-americana.

Nereide Saviani, à direita na mesa

Segundo a coordenadora de Escola do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Nereide Saviani, o curso foi uma atividade preparatória para o XIX Encontro do Foro de São Paulo. “Para a Escola do PCdoB, esse evento é importante como formação geral e também para a nossa Escola para difundir o seu trabalho”, destacou.

Nereide ressaltou ainda que a Escola do PCdoB contribuiu nos debates promovidos pelos quadros dos partidos do Foro de São Paulo e conheceu a produção teórica e política das forças progressistas de outros países. Para ela, conhecer outras experiências de formação é importante para a Escola dos comunistas brasileiros. “Por isso que propusemos a todos que estavam no Encontro de professoras e professores da Escola Nacional do PCdoB realizado nos dias 26, 27 e 28 de julho de 2013 em São Paulo que participasse desse evento”, disse ela.

Importância estratégica

Quanto ao conteúdo dos debates, Nereide avaliou que a atividade se inseriu na concepção histórica dos comunistas sobre internacionalismo proletário, consignado na tese da integração solidária da América Latina defendida pelo Programa Socialista do PCdoB. Para ela, a integração latino-americana, do ponto de vista das forças populares, das forças progressistas e até com afinidades de esquerda, tem importância estratégica. “A integração com os vizinhos, tanto política, cultural e principalmente econômica, por ser a América Latina e o Caribe um conjunto de países da periferia, é determinante para fazer a defesa da nossa soberania diante das potências capitalistas”, resumiu.

Nereide explicou também que o conceito de internacionalismo proletário ganha consistência neste cenário de polarização entre as forças de esquerda e de direita que tem sentido histórico. Ela lembrou a América Latina sempre foi alvo da cobiça das potências, algo que se traduziu em renhidas disputas políticas ao longo da história. As forças conservadoras, lembrou, sempre buscar fazer a integração segundo os seus interesses, condição que suscita esforças para que as forças progressistas atuem de maneira unitária na defesa da soberania nacional, da democracia e os interesses dos povos da região.

Quatro pilares

Segundo a coordenadora da Escola do PCdoB, essa integração solidária precisa se estender para outras regiões do planeta, uma vez que, assim como a América Latina, sofrem com as políticas intervencionistas e de rapinagem pelas potências capitalistas. “A nossa política, do PCdoB, é de integração também com outros países ditos emergentes, ou que de alguma de alguma forma se posicionam contrariamente ou apresenta alguma resistência ao predomínio e à hegemonia estadunidense, como os Bric, por exemplo”, disse ela.

Essa posição sobre a política externa brasileira, avaliou Nereide, tem conexão com os princípios que vêm de 1948 com o Manifesto do Partido Comunista, “dos nossos mestres Karl Mark e Friedrich Engels”. Ela destacou que a Escola do PCdoB tem no currículo três níveis e todos eles abordam o princípio do internacionalismo proletário, inserido no contexto do Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento (NPND), sustentado por quatro pilares: a soberania nacional, o progresso social a democracia e a integração solidária da América Latina.