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Um plebiscito para que o povo decida sobre a saída da crise política que vivemos    

Luciana Santos Publicado em 04.08.2016

O governo ilegal e ilegítimo de Temer está cercado por escândalos, improvisações e uma agenda matizada por um neoliberalismo selvagem. A agenda dos golpistas pode destruir, em pouco tempo, conquistas que o povo brasileiro demorou décadas para alcançar. Restabelecer a democracia e afastar a direita do poder é uma tarefa necessária e urgente.

Quando este artigo foi concluído, o vice-presidente Michel Temer estava prestes a concluir dois meses de interinidade na Presidência da República. Nestes quase 60 dias, fica nítido que se trata de um governo antidemocrático, antinacional e antipopular.

É antidemocrático por ser resultado de um golpe, conduzido por um vice-presidente em exercício sem legitimidade, questionado dentro e fora do país. Um personagem que, por mais que a grande mídia tente transformar em um estadista, não possui estatura e condições para enfrentar os desafios que o Brasil possui. É antidemocrático porque busca implementar uma agenda que não passou pelo voto popular mas, ao contrário disto, foi derrotada nas últimas quatro eleições.

É antinacional pois busca estabelecer um alinhamento do Brasil à agenda das potências estrangeiras, atacando países vizinhos, distanciando-se da agenda de integração regional e do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul); adotando um conjunto de iniciativas que visam a desmontar setores estratégicos do Estado brasileiro, como é o caso do fim do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), dos ataques à Petrobras e a outros setores vitais para o desenvolvimento soberano do país.

É antipopular pois sua agenda visa a fazer com que os trabalhadores paguem pela crise, flexibilizando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), procurando desmontar o frágil Estado de Bem-Estar Social conquistado na Constituição de 1988, e a política de distribuição de renda fortalecida na última década.

O conluio que levou Temer ao poder é resultado de um pacto entre as elites dominantes, o setor rentista, a grande mídia e setores do Judiciário. E a formação de seu ministério, muito criticada pelo perfil, é produto da partilha do botim que foi a batalha do impeachment na Câmara, da busca de votos no Senado, além dos interesses do mercado.

Fragmentada em vários núcleos de poder, a república de Temer adota uma agenda conversadora, além de terceirizar para os representantes do mercado os rumos da economia. No entanto, engana-se quem pensa que se trata de um governo frágil, sua composição tem objetivos claros: consolidar o golpe, superar a interinidade e implementar uma agenda de desmonte do Estado brasileiro, além da revisão dos direitos trabalhistas e sociais.

Saqueando o Estado brasileiro

Além de uma base parlamentar, cada vez mais envolvida nos esquemas da Lava Jato, o governo Temer conta com apoio de setores do mercado que, para continuarem apoiando o golpe, o pressionam para efetivar uma da agenda de saqueio do Estado brasileiro.

Em poucas semanas, o interino tem adotado um amplo e robusto pacote de medidas destinadas a desmontar conquistas históricas dos trabalhadores, realizar um profundo e prolongado ajuste fiscal e privatizar setores estratégicos da economia brasileira.

 

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