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Por Aldo Arantes* Ao convocar a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, encerrada neste domingo (30), o governo federal tinha como meta fundamental a construção de um novo paradigma de segurança pública cujo objetivo não fosse, fundamentalmente, a segurança do Estado e sim a segurança do cidadão e da cidadã. Trata-se de um tema decisivo para o avanço da democracia e que, até agora, não tinha sido objeto de uma discussão mais ampla, sobretudo envolvendo a sociedade civil. A formação autoritária do Estado brasileiro fez da segurança pública um instrumento de garantia da ordem do Estado dominante. Tal política foi agravada com a ditadura militar e sua Lei de Segurança Nacional, transformando as Policias Militares em órgãos auxiliares no combate aos inimigos, em potencial, do Estado.
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